Conferência: Esforços para aumentar a capacidade de resposta da região a Desastres Naturais

Em 5 de Dezembro de 2018 foi realizada a conferência: “Esforços para aumentar a capacidade de resposta da região a desastres naturais” nas instalações da Junta Interamericana de Defesa. Seu objetivo geral foi conhecer as capacidades, recursos humanos e materiais de alguns países do continente em resposta rápida às catástrofes naturais de modo a ajudar a construir tais capacidades nos países menos resistentes do hemisfério para a resposta a eventos dessa natureza. Isso está de acordo com o mandato da OEA que preconiza apoiar os esforços da região para aumentar a capacidade de resposta e atenuação a desastres como parte da ação hemisférica para enfrentar tais desafios.
Participaram da conferência delegações dos países membros da OEA e da JID, representações de organizações internacionais e não governamentais (ONG) e membros das embaixadas bilaterais dos EUA, entre outros. O evento contou também com a participação da Comissão Interamericana para a Redução de Desastres Naturais da OEA (CIRDN), Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), Organização Pan-americana de Saúde (OPAS), Unidade Nacional para Gestão de Riscos de Desastres da Colômbia (UNGRD), bem como outros especialistas na área.
Como oradores estiveram presentes especialistas no assunto como: Dr. Mark Hamilton, membro do corpo docente do Colégio Interamericano de Defesa (CID), que expôs o tema “Uma visão multidimensional acerca dos desastres naturais e de sua relação com outras ameaças no continente americano”. O General de Brigada Juan Carlos German Soto, Chefe da Delegação militar da Guatemala junto à OEA, expôs o seguinte: “Lições aprendidas em face do desastre natural representado pela erupção do vulcão “El Fuego” na Guatemala”. Semelhantemente, o General de Brigada Luis Cardozo Emilio Santamaría, comandante do Comando de Engenheiros do Exército Nacional da Colômbia, apresentou o tema: “Organização, capacidades, e potencial do Batalhão de Atenção a Desastres Naturais do Exército da Colômbia”. E, finalmente, o Dr. Eduardo José González, Diretor Nacional da Unidade Nacional para Gestão de Riscos de Desastres (UNGRD), encerrou a conferência com a palestra “Organização da UNGRD da Colômbia, experiências, competências e potencial”.
Desta conferência foi possível obter as seguintes conclusões: a necessidade de ter um olhar além da resposta imediata; possuir uma visão mais ampla, ou seja: ter uma visão estratégica com foco na segurança nacional (estado), na sociedade (comunidade) e no público (indivíduo). Em outras palavras tudo isso se resume em “segurança multidimensional”.
Ainda neste contexto, em relação às lições aprendidas, reafirmou-se a importância de que os países da região disponham de equipamentos necessários para gerenciar eventuais situações de emergência na área de desastres naturais. Desastres e situações difíceis acabam penosamente unindo o país que sofre esse tipo de flagelo. Também é importante dispor de equipamentos de comunicação compatíveis entre as diferentes unidades que prestam assistência humanitária para garantir uma coordenação eficaz no atendimento de um desastre natural. Outro aspecto relevante é a necessidade de ampliar estoques de conjuntos (kits) de primeiros socorros e tanques de oxigênio para atender a esse tipo de emergência.
No que concerne ao Batalhão de Desastres da Colômbia foi observado que o treinamento, a capacitação e a certificação deste são vitais para a capacidade de resposta que pode ter um país em situações de desastres naturais. O aprendizado por meio da experiência e a unificação de diferentes organismos sob orientação de uma única instituição garante maior resiliência, capacidade de resposta e mitigação em caso de desastres naturais. A Escola de Engenheiros Militares do Exército Nacional da Colômbia oferece cursos de mestrado em Gestão de Riscos e Desenvolvimento, além dos Cursos de Gerenciamento de Risco em Desastres e de Guia Canino Avançado.
Finalmente, concluiu-se que a lei, criada na Colômbia, relacionada Unidade de Gestão Nacional do Risco de Desastres garantiu o aporte de recursos nas esferas municipal, departamental e nacional, bem como lhe deu proteção financeira, preventiva e corretiva para atenção aos desastres daquele país. É vital garantir um sistema integrado de políticas e projetos nacionais que assegurem funcionalidade, em termos de resposta, mitigação e resiliência na assistência humanitária de desastres naturais. Da mesma forma, os créditos pré-aprovados que a Colômbia dispõe são importantes no momento em que seja necessário utilizá-los nos casos em que a catástrofe exceda a capacidade de resposta a desastres do país. Sistemas de alarme antecipado para prevenção de desastres são imperativos para salvar a vida de pessoas em meio a catástrofes e, finalmente, o fato de superar o protagonismo das instituições que fazem como o trabalho em equipe dentro do UNGRD garante um melhor trabalho de resposta e atenção a desastres naturais.

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